quarta-feira, 27 de junho de 2007

Eça de Queirós, 1871




Estamos perdidos há muito tempo...

O país perdeu a inteligência e a consciência moral.
Os costumes estão dissolvidos, as consciências em debandada.
Os caracteres corrompidos.
A prática da vida tem por única direcção a conveniência.
Não há princípio que não seja desmentido.
Não há instituição que não seja escarnecida.
Ninguém se respeita.
Não há nenhuma solidariedade entre os cidadãos.
Ninguém crê na honestidade dos homens públicos.
Alguns agiotas felizes exploram.
A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia.
O povo está na miséria.
Os serviços públicos são abandonados a uma rotina dormente.
O Estado é considerado na sua ação fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo.
A certeza deste rebaixamento invadiu todas as consciências.
Diz-se por toda a parte, o país está perdido!

Algum opositor do atual governo? Não!

terça-feira, 26 de junho de 2007

Há muito tempo atrás (3)(4)(5)

não resisto
as vezes que ouvi isto, um duplo que
os papás trouxeram da África do Sul




Ontem foi 25 de Junho


fez ontem 32 anos de Independência
Há 32 anos, os meus avós maternos,
comemoravam 50 anos
que tinham chegado a África.
(foto retirada daqui)

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Há muito tempo atrás (2)

o primeiro concerto que vi ,talvez 1970/71
no cinema Infante, se a memória não me falha,
na 24 de Julho, em Lço Marques/Maputo




Percy Sledge, nu da cintura para cima
com um grande medalhão pendurado com
o tal simbolo dos hippies

CAPÍTULO III-COMO DE DIU ME EMBARQUEI PARA O ESTREITO DE MECA E DO QUE PASSEI NESTA VIAGEM


Havendo há dezassete dias que eu era chegado a esta fortaleza de Diu, fazendo-se nela prestes duas fustas para irem ao estreito de Meca saberem a certeza da armada dos turcos, de que já na Índia havia algum receio, me embarquei numa delas de que era capitão o meu amigo, por me fazer ele grandes encarecimentos de sua amizade naquela viagem, afirmando ser muito fácil sair eu dela muito rico em pouco tempo, que era o que eu então pretendia. Confiado nesta promessa, e enganado com esta esperança, sem pôr diante dos olhos quão caro quantas vezes isto custa, e quão arriscada eu então levava a vida, assim por ser fora do tempo, como pelo que depois sucedeu por pecados meus e de todos os que nela fomos, me embarquei com este meu amigo numa fusta que se chamava "Silveira".
Partindo ambas as fustas desta fortaleza de Diu e assim navegando juntas em conserva, com tempo assaz forte, na despedida do Inverno, com grandes chuvadas e contra monção, avistámos as ilhas de Curia, Muria e Abedalcuria, nas quais estivemos de todos perdidos, sem nenhuma esperança de vida. E tornando-nos, por não haver outro remédio, na volta do sudoeste, prouve a Nosso Senhor que ferrámos a ponta da ILHA Sacotorá, uma légua abaixo donde esteve a nossa fortaleza que D. Francisco de Almeida, primeiro Vice - Rei da Índia, fez, quando no ano de 1507 partiu deste reino. E ali fizemos nossa aguada e obtivemos algum refresco, que por nosso resgate comprámos aos cristãos da terra, que descendem daqueles que outrora o apóstolo São Tomé converteu nas partes da Índia e Coromandel.
Desta ilha partimos com fundamento de chegarmos às portas do estreito, e em nove dias de tempo bonançoso nos pusemos na altura de Maçua onde ao pôr do Sol avistámos uma vela, a qual seguimos com tanta pressa que a ela chegámos por altura do render do quarto da prima. E querendo nós, por via de boa amizade, falar com o seu capitão, para nos informarmos de que pretendíamos saber da armada do Turco , se era já partida do Suez ou que novas havia dela, a reposta dos da nau foi tão fora do que esperávamos, que sem falarem palavra nos assombraram com doze pelouros, dos quais cinco eram de falcões e roqueiras, e sete de berços, fora as muitas arcabuzadas que também nos atiraram, como gente que nos não tinha em conta. E de quando em quando nos davam muitas gritas e apupadelas, e capeando-nos com bandeiras e toucas, nos mostravam do castelo da popa muitos terçados nus, esgrimindo com eles no ar , para que nos chegássemos a eles.
Com a primeira vista destas suas fanfarronices ficámos nós um tanto embaraçados. E conversando ambos os capitães e os outros companheiros sobre o que se faria neste caso, se concluiu, por parecer da maioria, que os inimigos se não fossem a salvo, mas que se fizesse todo o possível para os irmos gastando com a nossa artilharia até que fosse manhã, porque então nos ficaria mais fácil e menos perigoso abalroá-los, o que assim se fez. E dando-lhe caça todo o mais que restava da noite, prouve a Nosso Senhor que já quase manhã ela mesma se rendeu por si, com morte de sessenta e quatro homens dos oitenta que nela vinham, e os que ficaram vivos quase todos se lançaram ao mar, tendo este por melhor partido que morrerem queimados das panelas de pólvora que nós lhe lançámos. Assim, de todos os oitenta não escaparam mais de cinco muito feridos, dos quais um foi o capitão da nau, o qual, metido a tormento, confessou que vinha de Judá, donde era natural, e que a armada do Turco tinha já partido de Suez, com intenção de vir tomar Aden e fazer aí uma fortaleza antes de acometer a Índia, , porque essas eram as ordens que tinha o baxá do Cairo, que nela vinha como capitão-mor, num dos capítulos das directivas que o turco lhe mandara de Constantinopla. E disse também outras muitas coisas particulares muito importantes ao nosso propósito. Entre algumas que nos disse, nos veio a confessar que era cristão renegado, maior quino de nação, natural de Cerdenha, filho de um mercador que se chamava Paulo Andrés, e que não havia mais de quatro anos se tornara mouro por amor de uma grega moura com quem era casado. Os capitães perguntaram-lhe então se queria tornar á fé e fazer-se cristão. A que ele respondeu tão duro e tão fora de toda a razão como se tivesse nascido e sido criado sempre naquela maldita seita.
Os capitães, vendo quão cego e desatinado estava este mal-aventurado no conhecimento da santa e católica verdade de que lhe falavam, havendo ainda tão pouco tempo que fora cristão, como tinha confessado, crescendo-lhes a cólera, com um zelo santo da honra de Deus o mandaram atar de pés e de mãos e vivo foi lançado ao mar com um grande penedo ao pescoço, donde o Diabo o levou a participar dos tormentos de Mafamede em quem tão crente estava. E a nau, com os mais, foi metida no fundo, por ser a fazenda fardos de tintas do tipo do nosso pastel, que nos não servia então para nada, tirando algumas peças de chamalote que os soldados tomaram para se vestir.

(continua, Peregrinação)

domingo, 24 de junho de 2007

Há muito tempo atrás(1)

a sem-se-ver, comentadora residente aqui do meu estaminé,
de cujo blog sou atentíssima leitora,
fez com que puxasse pela minha cansada memória
e, lá bem longe, lembrei-me da Tia Delfina, que faleceu em 2003 com
a linda idade de 103 anos




sexta-feira, 22 de junho de 2007

CAPITULO II-COMO DESTE REINO ME PARTI PARA A ÍNDIA E DO QUE ACONTECEU Á ARMADA EM QUE FUI




Aos onze dias do mês de Março do ano de mil e quinhentos e trinta e sete parti deste reino numa armada de cinco naus, em que não foi capitão-mor, somente os capitães particulares das naus, os quais eram: na nau "Rainhas", D.Pedro da Silva, que de alcunha se chamava o Galo, filho do conde almirante D. Vasco da Gama, na qual trouxe a ossada de seu pai, que El Rei D.João, que então estava em Lisboa, mandou receber como maior aparato e pompa fúnebre com que até hoje nunca se recebera outra, a não ser que fosse de rei; na nau "S. Roque", D. Fernando de Lima, filho de Diogo Lopes de Lima, alcaide-mor de Guimarães, que logo no ano seguinte de 15838 faleceu em Ormuz sendo capitão da fortaleza; na nau "Santa Bárbara", seu primo Jorge de Lima, que ia destinado a capitão de Chaul; na nau "Flor de La Mar", Lopo Vaz Vogado, capitão ordinário de viagem; na nau "Galega", que foi aquela em que se perdeu depois Pero Lopes de Sousa, um Martim de Freitas, natural da ilha da Madeira, que naquele ano mataram em Damão com mais trinta e cinco homens que levava consigo.
E velejando todas estas naus cumprindo sua rota, prove o Nosso Senhor que chegaram a salvamento a Moçambique, onde achámos de invernada a nau "São Miguel", de que era capitão e senhorio um armador que se chamava Duarte Tristão, a qual partindo depois para o reino muito rica, desapareceu sem até hoje se saberem novas dela, como por nossos pecados a outras algumas tem acontecido nesta carreira da Índia.
Depois de as cinco naus serem todas reabastecidas e estarem prontas para partir de Moçambique, o capitão da fortaleza, que era Vicente Pegado, apresentou ao capitão delas uma provisão do governador Nuno da Cunha, em que mandava que todas as naus do reino que naquele ano ali fossem ter acudissem a Diu e deixassem a gente na fortaleza, pela suspeita que se tinha da armada do turco, por quem então se esperava na India, por causa da morte do sultão Bandur, Rei de Cambaia, que o governador tinha morto o verão anterior. Este assunto foi logo posto em conselho, e se determinou por todos que as três naus que eram de El –Rei fossem a Diu como provisão mandava, e as duas de mercadores fossem a Goa, por causa de alguns requerimentos e protestos de restituição que seus procuradores sobre este caso já tinham feito.
Partidas as três naus de El –Rei para Diu e as duas de mercadores para Goa, prouve a Nosso Senhor levá-las todas a salvamento. E surgindo as três na barra de Diu a cinco de Setembro do mesmo ano de 1538, António da Silveira, irmão do conde de Sortelha, Luís da Silveira, que então aí estava como capitão, as festejou e recebeu com assaz alegria, gastando largamente com todas de sua fazenda, assim como em dar de comer a mais de setecentos homens, como em outras mercês de dinheiro e esmolas que fazia continuamente. E vendo a gente desta armada tanta largueza e abastança, e que fora isto lhe pagavam soldos e mantimento, se deixou ali ficar quase toda por sua própria vontade, sem ser necessário para isso nenhum rigor nem pena de justiça, como sempre era costume nas fortalezas em que havia suspeita de cerco.
As três naus, depois de venderem ali bem suas fazendas, se foram para Goa apenas com os oficiais delas e a gente do mar, onde estiveram mais alguns dias, até que o governador acabou de as depachar para Cochim. Daí, tomada a carga, tornaram todas cinco para o reino, onde chegaram a salvamento, levando também consigo em companhia outra nau nova que se fizera na Índia, de nome "São Pedro", tendo como capitão Manuel de Macedo, que trouxe o basilisco a que cá chamaram o tiro de Diu, por ter sido tomado aí, na morte do sultão Bandur, Rei de Cambaia, com mais outros dois do mesmo teor, que integravam os quinze que o Rumecão, capitão mor da armada do Turco, trouxe de Suez no ano de 1534, quando o reino partiu D. Pedro de Castelbranco nas doze caravelas do socorro que partiram em Novembro.
(Peregrinação de Fernão Mendes Pinto)

quinta-feira, 21 de junho de 2007

DO QUE PASSEI EM MINHA MOCIDADE NESTE REINO ATÉ QUE ME EMBARQUEI PARA A ÍNDIA






Capitulo I

Quando às vezes ponho diante dos olhos os muitos e grandes trabalhos e infortúnios que por mim passaram, começados no princípio da minha primeira idade e continuados pela maior parte e melhor tempo da minha vida, acho que com muita razão me posso queixar da ventura, que parece que tomou por particular tenção e empresa sua perseguir-me e maltratar-me , como se isso lhe houvera de ser matéria de grande nome e de grande glória. Porque vejo que não contente de me pôr na minha pátria , logo no começo da minha mocidade, em tal estado que nela vivi sempre em misérias e em pobreza, e não sem alguns sobressaltos e perigos da vida, me quis também levar ás partes da Índia, onde, em lugar do remédio que eu ia buscar a elas, me foram crescendo com a idade os trabalhos e os perigos.
Mas, por outra parte, quando vejo que do meio de todos estes perigo se trabalhos me quis Deus tirar sempre a salvo e pôr-me em segurança, acho que não tenho tanta razão de me queixar de todos os males passados, quanta de Lhe dar graças por este só bem presente, pois me quis conservar a vida para que eu pudesse fazer esta rude e tosca escritura, que por herança deixo a meus filhos (porque só para eles é minha intenção escrevê-la) para que eles vejam nela estes meus trabalhos e perigos da vida que passei no decurso de vinte e um anos em que fui treze vezes cativo e dezassete vendido, nas partes da Índia, Etiópia, Arábia Félix, China, Tartária, Macáçar, Samatra e outras muitas províncias daquele oriental arquipélago dos confins da Ásia, a que os escritores chins, siameses, guéus e léquios nomeiam nas suas geografias por "pestana do mundo", como adiante espero tratar muito particular e muito difusamente. E daqui, por uma parte, tomem os homens motivo de se não desanimarem com os trabalhos da vida que deixarem de fazer o que devem, porque não há nenhum, por grandes que sejam, com que não possa a natureza h8umana ajudada do favor divino, e por outra parte me ajudem a dar graças ao Senhor Omnipotente por usar comigo da sua infinita misericórdia, apesar de todos os meus pecados, porque eu entendo e confesso que deles me nasceram todos os males que por mim passaram, e dela as forças e o ânimo para os poder passar e escapar deles com vida.
E tomando por princípio desta minha peregrinação o que passei neste reino, digo que depois que passei a vida até idade de dez ou doze anos na miséria e estreiteza da pobre casa de meu pai na Vila de Montemor-o-Velho, um tio meu, parece que desejoso de me encaminhar parece que para melhor fortuna, me trouxe á cidade de Lisboa e me pôs no serviço de uma senhora de geração assaz nobre e de parentes assaz ilustres, parecendo-lhe que pela valia assim dela como deles poderia haver efeito sobre o que ele pretendia para mim. E isto era no tempo em que na mesma cidade de Lisboa se quebraram os escudos pela morte de El Rei D. Manuel, de gloriosa memória, que foi em dia de Santa Luzia, aos treze dia do mês de Dezembro do ano de 1521, de que estou bem lembrado_ e de outra coisa mais antiga deste reino me não lembro.
A intenção do meu tio não teve o sucesso que ele imaginava, antes o teve muito diferente, porque havendo ano e meio, pouco mais ou menos, que eu estava ao serviço desta senhora, me sucedeu um caso que me pôs a vida em tanto risco que para a poder salvar me foi forçado sair-me naquela mesma hora de casa, fugindo com a maior pressa que pude. E indo eu assim, tão desatinado com o grande medo que levava que não sabia por onde ia, como quem vira a morte diante dos olhos e a cada passo cuidava que a tinha comigo, fui ter ao Cais da Pedra onde achei uma caravela de Alfama, que ia com cavalos e mercadorias de um fidalgo para Setúbal, onde naquele tempo estava El Rei D. João III , que santa glória haja, com toda a corte, por causa da peste que então havia em muitos lugares do Reino. Nesta caravela me embarquei eu, e ela partiu logo. E ao outro dia pela manhã, estando nós cerca de Sesimbra, nos acometeu um corsário francês e, abalroando connosco, nos lançou dentro quinze ou vinte homens, os quais, sem resistência nem contradição dos nossos, se assenhoraram do navio e depois que o despojaram de tudo que acharam nele, que valia mais de seis mil cruzados, o meteram no fundo. E a dezassete que escapámos com vida, atados de pés e de mãos, nos meteram no seu navio, com fundamento de nos levarem a vender a Larache, para onde se dizia que iam carregados de armas que os mouros levavam para negociar.
E trazendo-nos com esta determinação mais treze dias, banqueteados cada hora de muitos açoites, quis sua fortuna que no cabo deles, ao pôr do Sol, avistaram uma vela e seguindo-a aquela noite orientados pela sua esteira, como velhos oficiais práticos daquela arte, chegaram a ela antes do render do quarto da modorra, e dando-lhe três descargas de artilharia a abalroaram muito esforçadamente. E ainda que na defesa tivesse sido posta por parte dos nossos alguma resistência, nem isso bastou para que os inimigos deixassem de tomá-la, com morte de seis portugueses e dez ou doze escravos.
Era este navio uma formosa nau de um mercador de Vila do Conde que se chamava Silvestre Godinho, que outros mercadores de Lisboa traziam fretada de São Tomé com muito açucar e escravos, a qual os pobres roubados, que lamentavam a sua desventura, avaliavam em quarenta mil cruzados. Assim que estes corsários se viram com presa tão rica, mudando o propósito que antes traziam, fizeram-se de volta a França e levaram consigo alguns dos nossos para serviço da mareação da nau que tinham tomada. E aos outros mandaram uma noite lançar na praia de Melides, nus e descalços, e alguns com muitas chagas dos açoites que tinham levado, ls quais desta maneira foram ao outro dia ter a Santiago do Cacém, onde todos foram muito bem providos do necessário pela gente da terra, e principalmente por uma senhora que ai estava, de nome D. Brites, filha do conde de Vilanova e mulher de Alonzo Perez Pantoja, comendador e alcaide-mor da vila.
Depois que os feridos e os doentes foram convalescidos, cada um se foi para onde lhe pareceu que teria o remédio de vida mais certo, e o pobre de mim com outros seis ou sete tão desamparados como eu fomos ter a Setúbal, onde me caiu em sorte lançar mão de mim um fidalgo do mestre de Santiago de nome Francisco Faria, ao qual servi quatro anos, em satisfação dos quais me deu ao mesmo mestre de Santiago para seu moço de câmara, a quem servi um ano e meio. E porque o que então era costume dar-se nas casas dos príncipes me não bastava para minha sustentação, determinei embarcar-me para a Índia, ainda que com poucas ilusões, disposto a toda a aventura, má ou boa, que me sucedesse.

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Gianfranco Ferré









Um perfume FERRÉ



Arquitecto começa a sua vida como estilista de acessórios.


Funda a sua griffe em 1974


Gianfranco






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sábado, 16 de junho de 2007

Shirley Horn



Esta americana de Washington começou aos 9 anos, é uma cantora magnífica, mas que, como a grande Alberta Hunter (1895-1984), interrompeu voluntariamente por anos sua carreira. Se Alberta o fez para se dedicar à sua mãe - só retornando, já octogenária, aos palcos, Shirley afastou-se dos palcos para se dedicar a sua filha, Rainy. Verve, de Norman Granz, deu-lhe chances de fazer uma volta auspiciosa.

Menina prodígio, aos 4 já tocava piano e aos 12 estava na Howard University estudando composição. Seis anos depois conquistava uma bolsa para a Juilliard de Nova York - mas que não chegou a concluir.

A estrela de Shirley brilhou, gravando com Quincy Jones e Jimmi Jones e participando nas musicas de filmes "For Love of Ivy" (estrelado por Stanley Poitier) e "A Dancy in Aspic".

Nascia então a filha e praticamente interrompeu sua carreira. Mas, em 1981, Paul Adouet, conseguiu levá-lo para o Festival de Jazz do Mar do Norte, na Holanda. Rainy cresceu, casou e Shirley horn retornou à estrada com um trio - baixista Charles Ables e percussionista Steve Williams, apresentando-se no Michael's Pub, o bar nova-iorquino que é superfrequentado às segundas-feiras pois Woody Allen ali aparece para tocar clarinete.

O canto de Shirley é suave, melífluo, sentido.

eu gostava desta Shirley



sexta-feira, 15 de junho de 2007

terça-feira, 12 de junho de 2007

segunda-feira, 11 de junho de 2007

TAMARA DE LEMPICKA

Tamara de Lempicka foi uma notável pintora art déco polaca.

Nascida numa família abastada da Polónia, estudou num colégio interno em Lausana (Suíça).

Em 1916 casou-se como o advogado Tadeusz Łempicki em São Petersburgo, Rússia.



Tamara desenvolveu um estilo único e ousado (definido por alguns como "cubismo suave"), que resumia os ideias do modernismo de vanguarda da art déco.



Tamara foi também uma notável figura da boemia parisiense. Famosa por sua beleza física, era abertamente bissexual e seus casos com homens e mulheres causavam escândalo à época. Na década de 1920 esteve associada intimamente com mulheres lésbicas e bissexuais em círculos de artistas e escritores, como Violet Trefusis , Vita Sackville-West e Colette.










































domingo, 10 de junho de 2007

Dia de Camões
Nº 100

convido-vos a ler o texto no COMBUSTÕES

Coca Cola

encontrei esta perola no blog da

RITITI




Giana Viscardi -

ou a nova MPB





Giana Viscardi interessou-se cedo por música e desde criança cultivava a ideia de ser cantora. Estudou música na escola do Zimbo Trio e também precocemente aventurou-se na composição. O período em que actuou como vocalista da banda Rebento em 1997, em São Paulo, foi igualmente essencial para sua bagagem de intérprete de música popular brasileira. Nessa época, Giana mergulhou na melhor tradição nordestina do baião e do xote estando assim em contacto com a obra de Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro e João do Vale. Finalmente em 1999, incentivada por Tom Zé com quem participou do Circuito Universitário de Música, decidiu-se pela carreira musical, deixou a Faculdade de Arquitectura e Urbanismo da USP e foi para os Estados Unidos cursar a Berklee College of Music em Boston. Lá conheceu o violonista austríaco Michael Ruzitschka que desde então é seu parceiro nas composições e director musical do trabalho. Além de dividir o palco com nomes de expressão na cena do jazz norte-americano em Boston e Nova Iorque, Giana já fez sete "turnês" pela Europa (de 2001 a 2006) incluindo apresentações no Festival de Montreux, e duas temporadas na a Tailândia e no Japão (2005 e 2006). Ao voltar a São Paulo no ano de 2003, Giana foi premiada pelo Rumos Musical com a participação de uma colectânea e a gravação de um DVD ao vivo no palco do Itaú Cultural - São Paulo. Giana já gravou dois discos solo "Tinge", seu álbum de estreia, gravado no ano de 2001 em Boston (EUA) e “4321” (2005) que conta com a participação do cantor e compositor Chico César, das cantoras Céu e Mariana Aydar bem como a do percussionista Armando Marçal. “4321“ foi licenciado também no Japão pelo selo Rambling Records. Giana teve suas canções gravadas também por novas intérpretes, como as brasileiras Mariana Aydar e Ana Paula Lopes, e a alemã Sophie Wegener. Em Fevereiro deste participou do projecto “Era Iluminada“ do Sesc Pompéia, cantando ao lado de João Donato e Roberto Menescal sob direcção de Filó Machado.







sábado, 9 de junho de 2007

Diva????????

Em conversa há pouco, dizia-me uma amiga:

Ela:- Hoje numa capa dessas revistas cor de rosa li que a diva Catarina Furtado estava grávida de 4 meses

eu:- DIVAAAAAAAAAAAAAA.........FONIXXXXXXXXX


Ela:- Estes gajos tão loucos

( o dialogo não foi bem assim, mas deu jeito aqui para o postito)

sexta-feira, 8 de junho de 2007

Hill House










como se encaixa a arquitectura nos limites regulamentares




quinta-feira, 7 de junho de 2007

quarta-feira, 6 de junho de 2007

tenho saudades





Cadernos "Diálogo"

As Palavras amadurecem, 2 poemas de Simeão Cachamba

Xikalamidade

Se um dia me viste a vagar as ruas da cidade
(qual molweni atribulado na sua vagabundagem)
o corpo constelado de remendos, quase seminu
todavia por todos poros respirando dignidade
hás-de me ver hoje envolto em nova embalagem
caso cruze denovamente a mesma esquina com tu
Não me pergunte o raio por que deixava eu esta
indumentária envelhecer lá bem no fundo do baú
Um pouco de bom-senso e apenas dois dedos de testa
e saberás que ninguém grama de andar com o corpo nu
Se antes de minhas foram alguém que eu desconheço
estas <> coçadas que ao meu corpo se ajustam bem
como se feitas por encomenda, com as medidas que eu meço
é porque em estado natural sempre iguais são os homens

polana/85




Xirico

domesticadas asas estrebucham
o ancestral sonho sitiado que
a exiguidade geométrica da gaiola calca
enquanto ouvimos rádio na sala de estar
dura um instante infinitesimal a pausa do locutor
e nesse vazio
breve
oportuno
subversivo o pássaro entoa as cores do arco-íris
os sons fluem em cascata através dos arames
e estacam na sala
- vá tu saber se o bicho está triste ou alegre"


(XIKALAMIDADE: Xipamanine - mercado onde se vende grande quantidade de Calamidade - roupas doadas para os países do terceiro mundo, e que neste são comercializada)
retirado daqui

terça-feira, 5 de junho de 2007

que permitirá ao ME apresentar uma boa performance na sua forma

:(((((((((((((((

Carinhoso





(Pixinguinha e João de Barro)


Meu coração

Não sei porque

Bate feliz, quando te vê

E os meus olhos ficam sorrindo

E pelas ruas vão te seguindo

Mas mesmo assim, foges de mim

Ah! Se tu soubesses

Como sou tão carinhoso

E muito e muito que te quero

E como é sincero o meu amor

Eu sei que tu não fugirias mais de mim

Vem, vem, vem, vem

Vem sentir o calor

Dos lábios meus

À procura dos teus

Vem matar esta paixão

Que me devora o coração

E só assim então

Serei feliz, bem feliz



Batuclada

Carinhoso é uma das obras mais importantes da música popular brasileira, foi composta entre 1916 e 1917 por Pixinguinha e posteriormente recebeu letra de João de Barro, sendo gravada com grande sucesso por Orlando Silva.

(Retirado da wikipédia)







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