sábado, 18 de agosto de 2007



Era minha a lágrima
que terá caído nalgum rosto

na missa do 3º aniversário

O tempo rasga as memórias
como me rasga a carne
num silêncio com dor

Corro neste mesmo lugar
Apodero-me desta verdade
e repito-a para a crer

18/08/2004-18/08/2007





sexta-feira, 17 de agosto de 2007

RATATUI










Um rato que chega a chefe de cozinha de um restaurante 5 estrelas em Paris

A cozinha é mesmo o sitío mais anti-rato que me recordo

:)))))))

Num cinema perto de si....

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Infracções em Lisboa

Ganda negócio, esta coisa dos radares.
Assim se equilibram as contas da CML
21 radares sacaram aos automobilistas 3,8 milhões de euros
de receita, em menos de um mês.

Culpa deles..que iam depressa....

Já agora, alguém tem os números dos apanhados com substâncias
menos licítas?


É que ontem aquilo não estava a facturar...parece que foram só 9.

Assim não pode ser..bora a tomar substâncias proibidas, senão os senhores não facturam.!!

Cá para mim a manhã correu-me mal.....

terça-feira, 14 de agosto de 2007

David Sylvian









em Portugal lá para Outubro.

O ex-vocalista dos Japan actua no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, a 21 de Outubro, e no Theatro Circo, em Braga, a 23 de Outubro.
(Bonitinho o cinquentão David:)))

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Diana Jean Krall









Krall nasceu na Colúmbia Britânica Começou a tocar piano aos quatro anos, e durante a sua juventude a família mudou-se para Vancouver.

A sua técnica chamou a atenção do baixistaRay Brown, que a apresentou a diversos professores e produtores.

Aos 17 anos, Krall ganhou uma bolsa para estudar no Berklee College Of Music em Boston, Massachusetts. Passado algum tempo ela mudou-se para Los Angeles, Califórnia, passando a estudar com Jimmy Rowles, com quem ela começaria a cantar.

Em 1990, Krall foi para Nova York, gravando alguns álbuns e finalmente alcançando sucesso internacional.

Ela e o músico britânico Elvis Costello casaram-se em dezembro de 2003.
(WIKIPEDIA)





Levi´s

Ao reler a história desta marca, sempre me fascinou

a atitude.

Diz o seu director de marketing acerca deste anúncio:

"A igualdade de relações hetero e homo teria que ter

obrigatoriamente dois fins diferentes"(existe a versão hetero)

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Ana Inés Zeballos(Uruguay)

(Duncan Smith-Corbis)

Não existe vida sem morte
O tempo oferece a saudade
Mas nunca oferece o esquecimento


quarta-feira, 8 de agosto de 2007

(Jean-Baptiste Mondino)
Não vemos as coisas como elas são, mas como nós somos.
(Anais Nin)

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Tou tão cansada

Ainda é 3ª F



e eu já tão ansada



ufffffffffff...amanhã ainda é 4F e eu com mudanças para fazer

domingo, 5 de agosto de 2007

Relógio Deco



O termo art déco, de origem francesa (abreviação de arts décoratifs), refere-se a um estilo decorativo que se afirma nas artes plásticas, artes aplicadas (design, mobiliário, decoração etc.) e arquitetura no entreguerras europeu.



O art déco liga-se na origem ao art nouveau.



O padrão decorativo art déco predominam as linhas rectas ou circulares estilizadas, as formas geométricas e o design abstracto.



O art déco apresenta-se de início como um estilo luxuoso, destinado à burguesia enriquecida do pós-guerra, empregando materiais caros como jade, laca e marfim.


A partir de 1934, ano de realização da exposição Art Déco no Metropolitan Museum de Nova York, o estilo passa a dialogar mais directamente com a produção industrial e com os materiais e formas passíveis de serem reproduzidos em massa.


Os motivos e padrões art déco se expandem rapidamente por toda a Europa e pelos Estados Unidos, impregnando o music hall, o cinema de Hollywood (onde Erté vai trabalhar em 1925), a arquitectura (por exemplo, a cúpula do edifício Chrysler, em Nova York, 1928), a moda, os bibelôs, as jóias de fantasia etc










O relógio é utilizado como medidor do tempo desde a Antiguidade, em variados formatos. É uma das mais antigas invenções humanas.


sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Daniel de Sá

tropecei com o nome de Daniel de Sá aqui
(na caixa de comentários deste post)


Natália Correia
(A propósito de uma homenagem à autora, na qual foi libertada uma pomba e depositado um ramo de flores em sua memória)

AO AMOR

A ilha me perdeu, sou de nenhuma.
Saudade-amor de mim, pedra que móis
Meu trigo que ceifei por outros sóis
Onde o suor não se evapora em bruma.

Sou valquíria que escolhe os seus heróis.
Minha paixão sou eu. Não me consuma
Outra paixão, amor. Bebo uma a uma
As gotas do veneno com que dóis.


Se as ilhas fossem gente, eu era o Pico,
De coração só feito de mistérios
E os longes das paisagens onde fico.


Das arribas do ser, a vida tomba
E os amores do Amor a morte fere-os.
Não libertem por mim nenhuma pomba.


AUTO-RETRATO ALEXANDRINO

Eu nunca fui na vida, eu nunca fui menina:
Impura sim. Eu sou a imaculada impura.
Não vesti tafetás nem chitas de candura
Nem quis vencer jamais esta invencível sina.

Foi sã minha poesia, e foi também perjura
Como uma flor-de-lis entre ascos de latrina.
Cantei ainda cedo a loa vespertina.
Se há Deus, vou-Lhe a caminho, e sinto-me segura.

Por ódio ou por amor, chamem-me louca ou bela.
Sinto a inveja e o ciúme em modos de homenagem:
Se tenho de aceitá-la, eu não me nego a ela.

Fui rainha de mim, de versos e de prosas,
E só a mim também honrei em vassalagem.
Cada espinho que fere é um sinal de rosas.

Daniel de Sá

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Praia do Beliche








Para os lados do Cabo de S.Vicente, uma praia a fazer lembrar o Alentejo e os Algarves de há uns anos atrás. O dia estava nublado, é verdade, mas ver uma praia deserta é já uma atracção turística. Que o diga a criança , que desceu todo contente por ali a baixo....feliz contente e quase de gatas quando chegou ao cimo...lolll, já de jaqueta na cintura :))


quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Recibos verdes

Vidas a prazo
Katia Delimbeuf



Quase um milhão de pessoas no nosso país trabalha a recibos verdes. Retrato de um universo onde só há «flexi» e nenhuma «segurança».


(é por estas e por outras que os números do desemprego não aumentam.
aquela Europa de que tanto nos orgulhavamos quase já NÃO EXISTE.
aquela Europa solidária e não invejosa, antes preocupada com o mal estar do próximo, NÃO EXISTE mais)

terça-feira, 31 de julho de 2007

Futevoley é fixe




Já não ia a Albufeira como turista há tanto tempo, que me esqueci de como sempre comi mal. Este era um "solomilho com papas bravas", coisa que a minha criança se delicía em terras de nossos hermanos, sempre que por lá passa, e que depois de ver uma fotografia em tudo igual ás de terras castelhanas arriscou.

FEZ MALLLLLL. MUITO MALLLLLLLLLLLLL. E ESPEROU UMA HORA E TRINTA E CINCO MINUTOS. ENFIM É O ALGARVE .


Por outro lado, no Allgarve do nosso ministro, ou seja o que for, deliciei-me com este desporto, que nunca tinha assistido, onde se joga Volei na praia e pode-se tocar com tudo na bola menos com as mãos. uma delicia. vi uma partida entre Tailândia e Espanha verdadeiramente emocionante. Os Tailandeses eximíos neste desporto.

e ProntoS


um recuerdo de vacaciones. e acho que ainda me sairá mais um ou dois post sobre o tema.

:))

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Voltei...mais bronzeada e mais gordita..buáááááá















e pronto, ele era Bolas de Berlim sem creme
era Pão Alentejano
ele era sol
ele era passeata
ele era ALLGARVE ou Algarve

terça-feira, 3 de julho de 2007

Parabéns meu rico filho

E por aqui hoje o dia foi muito quente.
O primeiro a lembrar os antigos verões
Neste recanto de mouros e mouras
E que eu reaprendi a gostar

E pronto a criança faz hoje anos e ontem
Já recebeu os parabéns da óptica onde compra
Anualmente mais que um par de óculos
Do Cambridge Instituto
De uma marca de roupa que todos os anos
Reincide e não me recordo de alguma vez ter
Comprado o que quer que seja
De uma marca de cereais, que uma vez
Preenchi um cartão para receber uma tigela

Do banco onde teve uma conta que está a zeros
E da família

e pronto, vou comer um gelado

sábado, 30 de junho de 2007

Cadeias

o João Gaspar daqui estendeu-me a corda...e eu aqui aflitinha com os 5 últimos


A PEREGRINAÇÃO de Fernão Mendes Pinto
O ILUMINADO, A VIDA DE ANTÓNIO CARLOS JOBIM, de Helena Jobim
GRAMÁTICA RATINHO (as provas de aferição correream-lhe bem)
A HISTÓRIA NO ESTUDO DO MEIO 4º Ano
MATEMÁTICA 4-Fichas


e deixemos de lado a literatura profissional(taditos)



:))

agora chegadas as férias, ver se me viro para outras leituras

aproveito e estendo a cordita ,

à marta,

ao miguel,

à joana,

à laurentina

e

à santa

e pronto, lá vou a banhos para o sul

sexta-feira, 29 de junho de 2007

CAPÍTULO IV- COMO DAQUI FOMOS A MAÇUÁ, E DAÍ POR TERRA À MÃE DO PRESTE JOÃO, À FORTALEZA DE GIL EITOR





Daqui desta paragem nos partimos para Arquico, terra do Preste João, a levar uma carta que António da Silveira mandava a um Henrique Barbosa, feitor seu, que lá andava havia três anos por mandado do governador Nuno da Cunha, o qual, com quarenta homens que trazia consigo ,escapara ao levantamento de Xael, onde ficaram cativos D.Manuel de Meneses com mais cento e sessenta portugueses, e tomaram quatrocentos mil cruzados e seis naus portuguesas, que foram as que Soleimão Baxá, vice-rei do Cairo, levou com os mantimentos e munições da sua armada, quando no ano de mil quinhentos e trinta e oito veio pôr cerco á fortaleza de Diu, por lhas ter mandado ao Cairo o Rei de Xael com sessenta portugueses de presente, e dos mais fez esmola ao seu Mafamede, como cuido que as histórias que tratam do governo de Nuno da Cunha dirão largamente..
Chegando nós a GOTOR, UMA LÉGUA ABAIXO DO PORTO DE Maçuá, fomos todos bem recebidos pela gente da terra e por um português que achámos, de nome Vasco Martins de Seixas, natural da vila de Óbidos, que por mandado de Henrique Barbosa há um mês que ali estava, esperando por algum navio de portugueses, com uma carta do mesmo Henrique Barbosa, que deu aos capitães, em que lhe dava as novas que tinha sabido acerca dos turcos e que lhe pedia que em todo o caso se fossem encontrar alguns portugueses com ele, porque importava muito ao serviço de Deus e de El-Rei, e que ele os não podia ir buscar porque estava naquela fortaleza de Gil Eitor de guarda á princesa de Tigremahom, mãe do Preste, com quarenta portugueses que aí tinha consigo .
Os capitães, puseram em discussão esta ida, num conselho para que convocaram os demais, e se assentou por parecer de todos que quatro soldados o fossem ver em companhia do Vasco Martins, e lhe levassem a carta que António Silveira lhe mandava, o que assim se fez.
Partidos os quatro, dos quais eu fui um, logo ao dia seguinte caminhámos por terra em boas cavalgaduras de mulas que o Tiquaxy, capitão da terra, nos mandou dar por providência da princesa mãe do Preste, que o Vasco Martins trouxera para isso, com mais sete abexins que nos acompanharam, e naquele mesmo dia fomos dormir a um mosteiro de instalações nobre se ricas que se dizia Satilgão. Quando ao outro dia foi manhã, caminhámos ao longo de um rio mais cinco léguas até um lugar que se chamava Bitonto, no qual nos agasalhámos naquela noite num bom mosteiro de religiosos que se chamava São Miguel, com muita festa e acolhimento do prior e sacerdotes que nele estavam, Onde nos veio ver um filho de Banargais, governador deste império da Etiópia, moço de dezassete anos de idade e muito bem disposto, acompanhado de trinta mulas, e só ele vinha num cavalo ajaezado á portuguesa, com um arreio de veludo roxo franjado de ouro, que da Índia lhe mandara o governador Nuno da Cunha havia dois anos, por um Lopo Chanoca, que depois foi cativo no Cairo, o qual este príncipe mandou resgatar por um mercador judeu natural de Azebibe, porém quando este lá chegou o achou já morto, o que, dizem, mostrou sentir muito. E nos afirmou o Vasco Martins que ali naquele mosteiro de São Miguel lhe mandara fazer o mais honrado saimento que ele jamais vira em sua vida, no qual se juntaram quatro mil sacerdotes, fora outro grande número de noviços a que eles chamam santileus. E sabendo que fora casado em Goa, e que tinha três filhas moças e pequenas e muito pobres, lhe mandara de esmola trezentas oqueás de ouro, que na nossa moeda vale cada oqueá doze cruzados. Ao outro dia nos partimos deste mosteiro em boas cavalgaduras que este príncipe nos mandou dar, com quatro homens seus que nos acompanhassem, os quias nos foram protegendo por todo o caminho esplendidamente, e fomos dormir a umas casas grandes que se chamavam betenigus, que quer dizer casas de rei, cercadas á distancia de mais de três léguas por arvoredo muito alto de aciprestes e cedros e palmeiras de tâmaras e cocos como na Índia. E continuando daqui as nossas jornadas de cinco léguas por dia, por capinas de trigo muito grandes e muito formosas, chegámos a uma serra que se dizia Vangaleu, povoada de judeus, gente branca e bem proporcionada, mas muito pobre, segundo o que nos pareceu dela. Daí a dois dias e meio chegámos a uma boa povoação que se chamava Fumbau, a duas léguas da fortaleza de Gil Eitor, onde achámos Henrique Barbosa com os quarenta portugueses , os quias nos receberam com muita alegria, acompanhada de copiosas lágrimas, porque ainda que (como eles nos diziam) ali estivessem muito á sua vontade, sendo em tudo senhores absolutos de toda a terra, contudo não se sentiam satisfeitos nela, por ser aquilo desterro e não pátria sua. E porque quando aqui chegámos era muito noite, não entendeu Henrique Barbosa dar à princesa conhecimento da nossa chegada.
Ao outro dia pela manhã, que era um Domingo, quatro de Outubro, nos fomos com ele e com os quarenta portugueses ao aposento onde a princesa vivia. A qual, logo que soube que éramos chegados, nos mandou entrar na capela onde já então estava para ouvir missa, e pondo-nos de joelhos diante dela, lhe beijámos o abano que tinha na mão, com mais outras cerimónias de cortesia ao seu uso, que os portugeses nos tinham ensinado. Ela nos recebeu com muita alegria e nos disse:
_A vinda de vós outros, verdadeiros cristãos, é para mim agora tão agradável, e foi sempre tão desejada, e o é todas as horas por estes meus olhos que tenho no rosto, como o fresco jardim deseja o borrifo da noite! Venhais embora! Venhais embora! E seja em tão boa hora a vossa armada nesta minha casa como a da Rainha Helena na terra santa de Jerusalém.
E mandando-nos sentar em umas esteiras, quatro ou cinco passos afastados de si, nos esteve perguntando, com a boca cheia de riso, por algumas novas e curiosas a que diziam que sempre fora muito inclinada: pelo Papa, como se chamava; quantos reis havia na Cristandade; se fora já algum de nós á casa Santa e por que se descuidavam tanto os príncipes cristãos na destruição do Turco; e se era grande o poder que El –Rei de Portugal tinha na Índia e quantas fortalezas havia nela e em que terra estavam, e outras muitas coisas desta maneira. E das respostas que os nossos lhe davam mostrava ficar satisfeita. Com isto nos despedimos dela e nos recolhemos ao nosso aposento.
Depois de haver já nove dias que aqui estávamos, nos fomos despedir dela, e beijando-lhe a mãos nos disse:
_Certo que me pesa de vos irdes tão cedo, mas já que é forçado ser assim, ide-vos muito embora, e seja em tão boa hora o vosso regresso à Índia que quando lá chegardes vos recebam os vossos como a antigo Salomão recebeu a nossa Rainha de Sabá na casa admirável de sua grandeza.
A todos quatro nos mandou dar vinte oqueás de ouro, que são duzentos e quarenta cruzados, e mandou também um naique com vinte abexins, que nos veio guardando dos ladrões e provendo-nos de mantimento e cavalgaduras até ao porto de Arquico onde as nossas fustas estavam. E o Vasco Martins de Seixas trouxe um presente rico de muitas peças de ouro para o governador da Índia. o qual se perdeu no caminho, como logo se dirá.

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Bethânia aos 60 Anos com Sophia

Maria Bethânia Viana Teles Veloso.

A partir de 1979 ganhou a alcunha de abelha-rainha por causa do primeiro verso da música que dá nome ao LP Mel.

Nascida na Bahia, é a sexta filha de José Teles Veloso (Seu Zezinho), funcionário público dos Correios, e de Claudionor Viana Teles Veloso (Dona Canô). O nome foi escolhido pelo irmão Caetano Veloso, por inspiração da valsa Maria Betânia do compositor pernambucano Capiba .


Na infância sonhava em ser actriz, mas o dom para a música falou mais alto. Participou na juventude de shows semi-amadores ao lado de Tom Zé, Gal Costa, Caetano Veloso e Gilberto Gil.
No ano seguinte, apresentou espetáculos como Nós por exemplo, Mora na filosofia e Nova bossa velha, velha bossa nova, junto com outros cantores e compositores iniciantes a quem lançou como compositores nacionais como Gilberto Gil e o irmão Caetano Veloso, a cantora Gal Costa, dentre outros.

A data oficial da estréia profissional é 13 de fevereiro de 1965, quando substituiu a cantora e violonista Nara Leão no show Opinião pois a mesma precisou se afastar por problemas de saúde, no mesmo ano em que foi contratada pela gravadora RCA. Nesta época gravou o primeiro disco, lançado em junho daquele mesmo ano e estourou nas paradas com aquele que seria o primeiro grande sucesso: a canção de protesto Carcará, no repertório deste

Além de Carcará, tornaram-se conhecidas na voz as seguintes canções: Rosa dos ventos, Olhos nos olhos, Terezinha, Drama, Esse cara, A tua presença morena, Um jeito estúpido de te amar, A voz de uma pessoa vitoriosa, Ilumina, Fogueira, Tocando em frente, Mel, Ronda, Negue, Explode coração, Grito de alerta, Vida real, Atiraste uma pedra, Sonho meu, Nossos momentos, Anos dourados, Tá combinado, Reconvexo, As canções que você fez pra mim, Costumes, Além da última estrela, Flor de ir embora, A mais bonita, Tenha fé, Verdades e mentiras, Eu e água, Gostoso demais, Ela e eu, Talismã, Sonho impossível, Olê olá, Pra que mentir, Sem fantasia, Fera ferida, Você, É o amor, Âmbar, Iluminada, Mora na filosofia, Maricotinha, Alguém me avisou, Diamante verdadeiro, Álibi, Brincar de viver, Samba da bênção, Cheiro de amor, Mano Caetano, Festa, Nossos momentos, Purificar o Subaé, Oração da mãe menininha, Vida, O que é o que é, Lábios de mel, Infinito desejo, Eu não existo sem você, O trenzinho caipira, O meu amor, Sábado em Copacabana, Imitação da vida, dentre outras.

Foi também a idealizadora do lendário grupo Doces Bárbaros, onde era um dos vocais da banda, que lançou um disco ao vivo homônimo juntamente com os colegas Gal Costa, Caetano Veloso e Gilberto Gil. O disco é considerado uma obra-prima; apesar disto, curiosamente na época do lançamento (1976) foi duramente criticado. Doces Bárbaros era uma típica banda hippie dos anos 70, e ao longo dos anos, foi tema de filme, DVD, enredo da escola de samba Estaçã Primeira de Mangueira em 1994 com o enredo Atrás da verde-e-rosa só não vai quem já morreu, já comandaram trio elétrico no carnaval de Salvador, espetáculos na praia de Copacabana e uma apresentação para a Rainha da Inglaterra.

Sobre esse encontro, escreveu Caetano Veloso: Eu, Gil e Gal podemos nos discutir as atitudes e as posturas, mas com relação a Betânia há sempre um respeito aristocrático que o ritmo do seu comportamento exige. E nós estamos sempre aprendendo com ela algo dessa majestade.

Inicialmente o disco seria registrado em estúdio, mas por sugestão de Gal e Bethânia, foi o espetáculo que ficou registrado em disco, sendo quatro daquelas canções gravadas pouco tempo antes no compacto duplo em estúdio, com as canções Esotérico, Chuckberry fields forever, São João Xangô Menino e O seu amor, todas gravações raras.


Maria Bethânia participou do especial Mulher 80(Rede Globo), um desses marcantes momentos da televisão; o programa exibiu uma série de entrevistas e musicais cujo tema era a mulher e a discussão do papel feminino na sociedade de então abordando esta temática no contexto da música nacional e da inegável preponderância das vozes femininas, com Elis Regina, Fafá de Belém, Marina Lima, Simone Bittencourt de Oliveira, Rita Lee, Joanna, Zezé Motta, Gal Costa, Maria Bethânia e as participações especiais das atrizes Regina Duarte e Narjara Turetta, que protagonizaram o seriado Malu Mulher.

Em 1990, Bethânia comemorou 25 anos de carreira com o LP 25 anos, cujo repertório, essencialmente brasileiro, evocava diversas culturas deste país e trouxe canções consagradas. O disco contou com a participação especial de cantores e músicos consagrados como Gal Costa, Alcione, João Gilberto, a francesa Nina Simone, Fátima Guedes, Hermeto Paschoal, Sivuca, Almir Sater e bateria da escola de samba carioca GRES Estação Primeira de Mangueira. O feito de gravação de discos acústicos se repetiria no álbum subseqüente, Olho d´água (1992)

O sucesso de vendagem voltou em 1993 quando do lançamento de As canções que você fez pra mim, mais de um milhão de cópias e teve uma versão hispânica, cujo repertório consistia em um tributo à dupla de cantores e compositores Roberto e Erasmo Carlos e a saída definitiva da Universal Music se deu com Maria Bethânia ao vivo (1995), que trouxe regravações dos antigos sucessos entre outras canções consagradas e do álbum de estúdio anterior dedicado a Roberto Carlos.

Revolucionou a forma de se fazer espetáculos no Brasil, intercalando músicas com poemas criando um estilo próprio e que muito lembra peças teatrais. Vários dos espetáculos estão entre os mais importantes da história da música popular brasileira, onde se destaca Rosa dos Ventos (1971) e isso explica a presença de vários discos ao vivo na carreira da artista; já como intérprete, Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Tom Jobim, Noel Rosa, Gonzaguinha, Roberto Carlos, Vinícius de Moraes, Roberto Mendes, Jorge Portugal e Milton Nascimento, são os compositores com maior número de interpretações na voz. Maria Bethânia é carinhosamente chamada por Roberto Carlos de minha rainha.

Os muitos fãs sempre cultivaram uma rivalidade com os da cantora Elis Regina, no eterno debate que até hoje não teve fim sobre qual seria a maior cantora da história do Brasil. Elis, por sua vez, declarou Gal Costa a maior cantora do país. Bethânia mais reservada nunca se pronunciou sobre esse debate, inclusive se declara até hoje fã de Elis, isso desde a entrevista no jornal O Pasquim (5 de setembro de 1969), deu nota dez para a rival. Em 1999, quando regravou uma canção que fez antigo sucesso na voz de Elis, Romaria (Renato Teixeira), Bethânia reafirmou ser sua admiradora.

Em 2001, desliga-se das grandes gravadoras, transferindo-se para a pequena e independente Biscoito Fino, de propriedade de Olivia Hime e Kati Almeida Braga. O disco que marca a estréia na nova gravadora é Maricotinha ao vivo - comemorativo dos trinta e cinco anos de carreira, que trouxe regravações dos antigos sucessos seus entre outras canções consagradas e do álbum de estúdio homônimo do ano anterior. Em 2003, ainda na Biscoito Fino, lança a própria gravadora, Quitanda, para gravar discos com menor apelo comercial e lançar artistas que admira, como Mart'Nália e Dona Edith do Prato.

Em 2006 foi a grande vencedora do Prêmio Tim (antigo Prêmio Sharp) de música onde arrebatou três títulos: melhor cantora, melhor disco (Que falta você me faz, um tributo ao poeta Vinícius de Morais) e melhor DVD (Tempo tempo tempo tempo). No mesmo ano, os CDs antigos - LPs originais que haviam sido relançados anteriormente em CD - voltaram às prateleiras, com encarte completo (na edição anterior ele havia sido suprimido/reduzido) e texto interno com a história do álbum no encarte, pois há muito tempo estavam fora de catálogo.

Ainda em 2006, lançou dois álbuns simultaneamente: Pirata, onde canta os rios do interior do Brasil e foi considerado pela crítica uma espécie de retomada de Brasileirinho (2003), e Mar de Sophia, onde canta o mar a partir de versos da poetisa portuguesa Sophia de Mello Breyner. A turnê de promoção dos dois discos foi batizada de Dentro do mar tem rio, com direção de Bia Lessa e roteiro do fiel colaborador Fauzi Arap

(retirado daqui)



quarta-feira, 27 de junho de 2007

Eça de Queirós, 1871




Estamos perdidos há muito tempo...

O país perdeu a inteligência e a consciência moral.
Os costumes estão dissolvidos, as consciências em debandada.
Os caracteres corrompidos.
A prática da vida tem por única direcção a conveniência.
Não há princípio que não seja desmentido.
Não há instituição que não seja escarnecida.
Ninguém se respeita.
Não há nenhuma solidariedade entre os cidadãos.
Ninguém crê na honestidade dos homens públicos.
Alguns agiotas felizes exploram.
A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia.
O povo está na miséria.
Os serviços públicos são abandonados a uma rotina dormente.
O Estado é considerado na sua ação fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo.
A certeza deste rebaixamento invadiu todas as consciências.
Diz-se por toda a parte, o país está perdido!

Algum opositor do atual governo? Não!

terça-feira, 26 de junho de 2007

Há muito tempo atrás (3)(4)(5)

não resisto
as vezes que ouvi isto, um duplo que
os papás trouxeram da África do Sul




Ontem foi 25 de Junho


fez ontem 32 anos de Independência
Há 32 anos, os meus avós maternos,
comemoravam 50 anos
que tinham chegado a África.
(foto retirada daqui)

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Há muito tempo atrás (2)

o primeiro concerto que vi ,talvez 1970/71
no cinema Infante, se a memória não me falha,
na 24 de Julho, em Lço Marques/Maputo




Percy Sledge, nu da cintura para cima
com um grande medalhão pendurado com
o tal simbolo dos hippies

CAPÍTULO III-COMO DE DIU ME EMBARQUEI PARA O ESTREITO DE MECA E DO QUE PASSEI NESTA VIAGEM


Havendo há dezassete dias que eu era chegado a esta fortaleza de Diu, fazendo-se nela prestes duas fustas para irem ao estreito de Meca saberem a certeza da armada dos turcos, de que já na Índia havia algum receio, me embarquei numa delas de que era capitão o meu amigo, por me fazer ele grandes encarecimentos de sua amizade naquela viagem, afirmando ser muito fácil sair eu dela muito rico em pouco tempo, que era o que eu então pretendia. Confiado nesta promessa, e enganado com esta esperança, sem pôr diante dos olhos quão caro quantas vezes isto custa, e quão arriscada eu então levava a vida, assim por ser fora do tempo, como pelo que depois sucedeu por pecados meus e de todos os que nela fomos, me embarquei com este meu amigo numa fusta que se chamava "Silveira".
Partindo ambas as fustas desta fortaleza de Diu e assim navegando juntas em conserva, com tempo assaz forte, na despedida do Inverno, com grandes chuvadas e contra monção, avistámos as ilhas de Curia, Muria e Abedalcuria, nas quais estivemos de todos perdidos, sem nenhuma esperança de vida. E tornando-nos, por não haver outro remédio, na volta do sudoeste, prouve a Nosso Senhor que ferrámos a ponta da ILHA Sacotorá, uma légua abaixo donde esteve a nossa fortaleza que D. Francisco de Almeida, primeiro Vice - Rei da Índia, fez, quando no ano de 1507 partiu deste reino. E ali fizemos nossa aguada e obtivemos algum refresco, que por nosso resgate comprámos aos cristãos da terra, que descendem daqueles que outrora o apóstolo São Tomé converteu nas partes da Índia e Coromandel.
Desta ilha partimos com fundamento de chegarmos às portas do estreito, e em nove dias de tempo bonançoso nos pusemos na altura de Maçua onde ao pôr do Sol avistámos uma vela, a qual seguimos com tanta pressa que a ela chegámos por altura do render do quarto da prima. E querendo nós, por via de boa amizade, falar com o seu capitão, para nos informarmos de que pretendíamos saber da armada do Turco , se era já partida do Suez ou que novas havia dela, a reposta dos da nau foi tão fora do que esperávamos, que sem falarem palavra nos assombraram com doze pelouros, dos quais cinco eram de falcões e roqueiras, e sete de berços, fora as muitas arcabuzadas que também nos atiraram, como gente que nos não tinha em conta. E de quando em quando nos davam muitas gritas e apupadelas, e capeando-nos com bandeiras e toucas, nos mostravam do castelo da popa muitos terçados nus, esgrimindo com eles no ar , para que nos chegássemos a eles.
Com a primeira vista destas suas fanfarronices ficámos nós um tanto embaraçados. E conversando ambos os capitães e os outros companheiros sobre o que se faria neste caso, se concluiu, por parecer da maioria, que os inimigos se não fossem a salvo, mas que se fizesse todo o possível para os irmos gastando com a nossa artilharia até que fosse manhã, porque então nos ficaria mais fácil e menos perigoso abalroá-los, o que assim se fez. E dando-lhe caça todo o mais que restava da noite, prouve a Nosso Senhor que já quase manhã ela mesma se rendeu por si, com morte de sessenta e quatro homens dos oitenta que nela vinham, e os que ficaram vivos quase todos se lançaram ao mar, tendo este por melhor partido que morrerem queimados das panelas de pólvora que nós lhe lançámos. Assim, de todos os oitenta não escaparam mais de cinco muito feridos, dos quais um foi o capitão da nau, o qual, metido a tormento, confessou que vinha de Judá, donde era natural, e que a armada do Turco tinha já partido de Suez, com intenção de vir tomar Aden e fazer aí uma fortaleza antes de acometer a Índia, , porque essas eram as ordens que tinha o baxá do Cairo, que nela vinha como capitão-mor, num dos capítulos das directivas que o turco lhe mandara de Constantinopla. E disse também outras muitas coisas particulares muito importantes ao nosso propósito. Entre algumas que nos disse, nos veio a confessar que era cristão renegado, maior quino de nação, natural de Cerdenha, filho de um mercador que se chamava Paulo Andrés, e que não havia mais de quatro anos se tornara mouro por amor de uma grega moura com quem era casado. Os capitães perguntaram-lhe então se queria tornar á fé e fazer-se cristão. A que ele respondeu tão duro e tão fora de toda a razão como se tivesse nascido e sido criado sempre naquela maldita seita.
Os capitães, vendo quão cego e desatinado estava este mal-aventurado no conhecimento da santa e católica verdade de que lhe falavam, havendo ainda tão pouco tempo que fora cristão, como tinha confessado, crescendo-lhes a cólera, com um zelo santo da honra de Deus o mandaram atar de pés e de mãos e vivo foi lançado ao mar com um grande penedo ao pescoço, donde o Diabo o levou a participar dos tormentos de Mafamede em quem tão crente estava. E a nau, com os mais, foi metida no fundo, por ser a fazenda fardos de tintas do tipo do nosso pastel, que nos não servia então para nada, tirando algumas peças de chamalote que os soldados tomaram para se vestir.

(continua, Peregrinação)

domingo, 24 de junho de 2007

Há muito tempo atrás(1)

a sem-se-ver, comentadora residente aqui do meu estaminé,
de cujo blog sou atentíssima leitora,
fez com que puxasse pela minha cansada memória
e, lá bem longe, lembrei-me da Tia Delfina, que faleceu em 2003 com
a linda idade de 103 anos




sexta-feira, 22 de junho de 2007

CAPITULO II-COMO DESTE REINO ME PARTI PARA A ÍNDIA E DO QUE ACONTECEU Á ARMADA EM QUE FUI




Aos onze dias do mês de Março do ano de mil e quinhentos e trinta e sete parti deste reino numa armada de cinco naus, em que não foi capitão-mor, somente os capitães particulares das naus, os quais eram: na nau "Rainhas", D.Pedro da Silva, que de alcunha se chamava o Galo, filho do conde almirante D. Vasco da Gama, na qual trouxe a ossada de seu pai, que El Rei D.João, que então estava em Lisboa, mandou receber como maior aparato e pompa fúnebre com que até hoje nunca se recebera outra, a não ser que fosse de rei; na nau "S. Roque", D. Fernando de Lima, filho de Diogo Lopes de Lima, alcaide-mor de Guimarães, que logo no ano seguinte de 15838 faleceu em Ormuz sendo capitão da fortaleza; na nau "Santa Bárbara", seu primo Jorge de Lima, que ia destinado a capitão de Chaul; na nau "Flor de La Mar", Lopo Vaz Vogado, capitão ordinário de viagem; na nau "Galega", que foi aquela em que se perdeu depois Pero Lopes de Sousa, um Martim de Freitas, natural da ilha da Madeira, que naquele ano mataram em Damão com mais trinta e cinco homens que levava consigo.
E velejando todas estas naus cumprindo sua rota, prove o Nosso Senhor que chegaram a salvamento a Moçambique, onde achámos de invernada a nau "São Miguel", de que era capitão e senhorio um armador que se chamava Duarte Tristão, a qual partindo depois para o reino muito rica, desapareceu sem até hoje se saberem novas dela, como por nossos pecados a outras algumas tem acontecido nesta carreira da Índia.
Depois de as cinco naus serem todas reabastecidas e estarem prontas para partir de Moçambique, o capitão da fortaleza, que era Vicente Pegado, apresentou ao capitão delas uma provisão do governador Nuno da Cunha, em que mandava que todas as naus do reino que naquele ano ali fossem ter acudissem a Diu e deixassem a gente na fortaleza, pela suspeita que se tinha da armada do turco, por quem então se esperava na India, por causa da morte do sultão Bandur, Rei de Cambaia, que o governador tinha morto o verão anterior. Este assunto foi logo posto em conselho, e se determinou por todos que as três naus que eram de El –Rei fossem a Diu como provisão mandava, e as duas de mercadores fossem a Goa, por causa de alguns requerimentos e protestos de restituição que seus procuradores sobre este caso já tinham feito.
Partidas as três naus de El –Rei para Diu e as duas de mercadores para Goa, prouve a Nosso Senhor levá-las todas a salvamento. E surgindo as três na barra de Diu a cinco de Setembro do mesmo ano de 1538, António da Silveira, irmão do conde de Sortelha, Luís da Silveira, que então aí estava como capitão, as festejou e recebeu com assaz alegria, gastando largamente com todas de sua fazenda, assim como em dar de comer a mais de setecentos homens, como em outras mercês de dinheiro e esmolas que fazia continuamente. E vendo a gente desta armada tanta largueza e abastança, e que fora isto lhe pagavam soldos e mantimento, se deixou ali ficar quase toda por sua própria vontade, sem ser necessário para isso nenhum rigor nem pena de justiça, como sempre era costume nas fortalezas em que havia suspeita de cerco.
As três naus, depois de venderem ali bem suas fazendas, se foram para Goa apenas com os oficiais delas e a gente do mar, onde estiveram mais alguns dias, até que o governador acabou de as depachar para Cochim. Daí, tomada a carga, tornaram todas cinco para o reino, onde chegaram a salvamento, levando também consigo em companhia outra nau nova que se fizera na Índia, de nome "São Pedro", tendo como capitão Manuel de Macedo, que trouxe o basilisco a que cá chamaram o tiro de Diu, por ter sido tomado aí, na morte do sultão Bandur, Rei de Cambaia, com mais outros dois do mesmo teor, que integravam os quinze que o Rumecão, capitão mor da armada do Turco, trouxe de Suez no ano de 1534, quando o reino partiu D. Pedro de Castelbranco nas doze caravelas do socorro que partiram em Novembro.
(Peregrinação de Fernão Mendes Pinto)
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