
Uma coisa que sempre me enervou é usar-se coisas falsificadas. Comprar falsificado, porque o original é inacessível á nossa bolsa é uma tontice. Acho desonesto. Se precisar de uma camisola, compro uma camisola, não tenho de comprar uma camisola com um nome que gostava de exibir tentando enganar, antes de mais a mim mesma. Quem fez aquele NOME investiu e eu saloiamente usurpo o nome.
Outra que sempre me deu alergia é a total falta de criatividade. E tentar fazer parecido parece-me tão poucochinho que cansa.
É esse o principal capital hoje de uma MARCA, a criatividade, a originalidade. E uma MARCA não tem obrigatoriamente de estar inserida num mundo comercial. Uma marca é uma Escola, é uma ONG, e qualquer coisa que tenha Valor Acrescentado, esse valor, tantas vezes suportado pelo seu NOME. Uma Marca é também o seu NOME.
Também, não sou grande apreciadora de caridadezinha feita por amadores, armados em bons samaritanos e amigos de qualquer coisa e roubando ideias de quem investe de forma profissional.
Chateia-me tudo isto somado. Lembram-me sempre uma certa “esperteza saloia” tão nossa conhecida em Portugal.
Uma ONG hoje em dia ou tem um cariz profissional ou é engolida e desacreditada. Disso e de Gestão Social e de Marketing Social sabe a Presidente Do Banco Alimentar Contra a Fome. Uma Economista Social e Criativa.
Ela sabe como é difícil preservar o bom nome da sua Instituição. Ela sabe a dificuldade que é, num País como Portugal, se um dos colaboradores desvia um pacote de farinha, o que isso pode manchar a sua Instituição. Os custos da acção de um elemento passam tantas vezes, em conversas de café, a ser visto como uma atitude generalizada a todos.
Isto tudo para dizer que uma ONG tem de preservar o seu nome e todos os seus dividendos, nomeadamente os seus logótipos e a sua designação. É o respeito por quem contribui.
Usar designações parecidas pode levar á confusão de quem contribui. E quem contribui tem o DIREITO de saber para o que contribui. Se eu contribuo para pessoas não me faz sentido que esse contributo seja utilizado noutra coisa que não sejam pessoas, por muito NOBRE que seja essa outra utilização.
Uma ONG não se pode dar ao luxo de perder qualquer contribuição. Tem de ser transparente para os seus “clientes”. Não pode permitir que outros, usem o seu Nome ou Imagem de Marca, ou semelhante, podendo confundir, que seja apenas e só um dos seus contribuintes.
Quem não entende isto não pode ter associações com fins muito nobres, porque a ignorância associada á muita vontade de ajudar amadora pode resultar numa organização que apenas ajude uns tantos e nunca tenha contabilizado quantos a sua ignorância não ajudou.
Os contribuintes de qualquer ONG tem direito de saber para onde são canalizadas todas as doações e deve ser penalizado criminalmente quem por ignorância não utiliza da forma mais correcta os donativos que recebe. E usar de forma incorrecta é desde já incluída a tal atitude muito portuguesa, “ fizemos tudo de boa fé” e somos de óptimas e cristãs famílias.
A solidariedade deve ser gerida por quem sabe e não por curiosos. Os curiosos tentam usar nomes parecidos. Copiar a solidariedade do vizinho. Usar todas as estratégias, eticamente correctas ou não, porque se acham sob a capa do bem-fazer, e que como tal, tudo lhes é permitido.
A MIM NÃO ME PARECE NADA BEM. O Voluntariado é das actividades mais nobres que o mundo civilizado conhece. O Voluntariado precipitado é dos cancros mais difíceis de controlar que a sociedade civilizada tem.
E POR AQUI ME FICO….
(li por aqui....) e
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boa semana !