
domingo, 14 de junho de 2009

Ora bem, a ver vamos!
Diz que quer reescrever a história do futebol. .
Cristiano Ronaldo é um ás com a bola nos pés, para onde quando fala parece terem corrido todos os possíveis neurónios. A lei da gravidade é uma realidade entre os pés e os neurónios do miúdo Cristiano.
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Não direi nunca que Cristiano é burro, porque quem joga como ele alguma inteligência tem, mas Cristiano é um menino rico e acumulou ao longo dos anos, quem sabe proporcionalmente, milhões, vaidade, ignorância e soberba.
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O que assusta no menino é a saloia atitude regada com milhões de euros e a sensação que Maradonas e outros “onas” são possíveis em todas as gerações de artistas.
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Espero não estar enganada, mas este menino ou o educam ou ainda tem um acidente de percurso.
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A ver se tal não sucede. São os meus sinceros votos Cristiano Ronaldo.
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Uma boa semana meus amigos.
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terça-feira, 9 de junho de 2009
Vou só dar uma opinião sobre as eleições

Mas a verdade é que eles são, na grande maioria, culpa dos nossos políticos. Não por serem na sua maioria desonestos ou até ignorantes.
O Poder está infestado de gente sem ideias, sem humildade, sem sonhos que não sejam os do próprio umbigo. Quem lá está não se arrepende e não se regenera, quem chega vem ávido do mesmo.
É Preocupante. Fizemos um País tão poucochinho.
sexta-feira, 5 de junho de 2009
quinta-feira, 4 de junho de 2009
sexta-feira, 29 de maio de 2009
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Os bilhetes já cá cantam

quarta-feira, 27 de maio de 2009
domingo, 24 de maio de 2009

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Por aqui às vezes eu, que sou a mãe, caso ainda não tenham reparado, gosto de mostrar ao meu filho aquilo que em pequena o meu Pai me mostrou.
Um dos espectáculos que o meu Pai me levou com o carinho que lhe era característico, na antiga cidade de Lourenço Marques, agora Maputo, no pavilhão do Ferroviário, estávamos para aí no ano de 1972, se a memória não me atraiçoa foram os HARLEM GLOBETROTTERS.
Hoje fui á FNAC comprar bilhetes para estes criativos do mundo malabarista do basquetebol.
Uma menina antes de chegar ao balcão pergunta-me se tenho cartão da FNAC, e que é uma maravilha.
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Foi difícil tal o empenho da criatura. A verdade é que tive que lhe dizer que me sentia ofendida com a ideia de pagar um cartão para ser cliente FNAC.
Que os 10% de descontos nos livros eram porque ali eles eram mais caros. Que os 10% de desconto no café era possível porque era um local onde o café era mais caro. E avancei para o balcão para comprar os bilhetes.
Outro jovem com aquele colete verde pergunta o que quero e digo:
__ 2 Bilhetes para os GLOBETROTTERS, sff.
__tem cartão FNAC?
__Não.
__Então são 21 Euros cada bilhete. Se tivesse cartão era 20 Euros cada bilhete.
__Obrigada. Não quero nenhum bilhete. Sinto-me ofendida com o vosso departamento de Marketing. Boa tarde.
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ALGUÉM ME PODE DIZER ONDE COMPRAR OS BILHETES EM COIMBRA SEM SER NA FNAC????
JÁ AGORA VOU TENTAR NUNCA COMPRAR NADA NA FNAC
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quinta-feira, 21 de maio de 2009
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Coitados dos Professores
Apetece-me dar opinião acerca daquela professora que numa aula de história explicou o que é uma orgia.
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Uma opinião de mera espectadora de todo o circo televisivo que se gerou á volta da senhora da Escola de Espinho, uma opinião também de mãe.
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A senhora tem uma desordem e um desequilíbrio de cariz acentuado, parece-me. É um acumular de entropias que assusta.
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Uma destas professoras com muito dinheiro gasto a fazer Curriculum e um amontoar de frustrações que se evidenciam na sua raiva ao puxar de tanta formação e tão pouca educação. (tenho disto lá para os meus lados)
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O que me assusta é a quantidade de gente cheia de formação em pós graduações e especializações e que no fundo o nosso sistema não necessita delas. E não falo só na área da Educação, generalizo a todas as áreas. Pena não ficarmos a saber que Pós graduação tem a senhora e que Especialização.
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Poder-se-ia aqui fazer um exercício académico do valor de tanta compra de formação e o real valor da sua aplicação. Utilizo a palavra comprar, porque a verdade é que as Pós Graduações e as Especializações não são de fácil acesso ao simples profissional, professor ou outro.
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É por isso, que, se calhar uma entrevista bem feita diz mais de um candidato do que um CV muito pesado, como é usual nos concursos, dos poucos que surgem, da função pública.
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Enfim, passado este pequeno apontamento, o que me assusta mesmo, é a forma como as televisões utilizam isto. É a forma como depois muitas mães, aproveitam isto para contar histórias dos seus pequenos rebentos apregoando que muitos professores só servem para cavar batatas e coitadas das batatas, ilustrando, a mais das vezes de forma duvidosa, com exemplos das Escolas dos seus meninos.
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Hoje, durante o meu almoço foi um desenrolar de episódios, aos seus olhos caricatos, todos eles muito pouco abonatórios para esta classe profissional. A verdade é que o nível de instrução dos intervenientes era bera, mas não é assim a da maioria do nosso povo? São estes comentários, que no almoço me enervaram, que os nossos alunos ouvem em casa todos os dias, nas suas horas de refeição, a maioria das vezes em frente á televisão.
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A renda da casa por pagar, da comida para comprar, do carro para pagar, da PSP comprada a prestações, faz com que surjam raivas contidas. Ódios dos próprios empregos somados com vidas poucochinhas nestas alturas são evidenciadas de forma assustadora. As dificuldades da vida associada a isto tudo torna os professores um alvo fácil. Sacos de boxe destas pessoas.
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A verdade é que o pouco que disse fez com que aquelas almas sentissem que eu estava a defender uma professora desequilibrada, coisa que me sujeitou a uma série de bocas , traseiras diga-se de passagem.
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Estou farta de tanta ignorância e a idade já não me permite ter paciência. A partir de hoje vou ficar muda. Desisti.
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quarta-feira, 13 de maio de 2009
Criativity & Education - Ken Robinson
AS ESCOLAS MATAM A CRIATIVIDADE DAS CRIANÇAS?
terça-feira, 12 de maio de 2009
domingo, 10 de maio de 2009
Um beijo Sandra (1961-2009)
Quando alguma coisa acaba é difícil explicar o vazio que se instala e a dificuldade que é preenchê-lo.
A isto damos nós o nome de perdas irreversiveis.

sexta-feira, 8 de maio de 2009
quinta-feira, 7 de maio de 2009
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Prémio BIAL 2008

Miguel Castelo Branco perscrutou o cérebro humano
terça-feira, 5 de maio de 2009
Mário Quintana
Mas o que quer dizer este poema? - perguntou-me alarmada a boa senhora.
E o que quer dizer uma nuvem? - respondi triunfante.
Uma nuvem - disse ela - umas vezes quer dizer chuva, outras vezes bom tempo...
Mário Quintana faleceu a 5 de Maio de 1994
Três vezes esteve nomeado pela Academia Brasileira de Letras e nenhuma delas foi eleito. Dizem as más línguas que há quarta lhe garantiram a unanimidade na votação e ele recusou.
Disse na altura “Só atrapalha a criatividade. O camarada lá vive sob pressões para dar voto, discurso para celebridades. É pena que a casa fundada por Machado de Assis esteja hoje tão politizada. Só dá ministro.”
É um prejuízo para a ABL e para Quintana acabou por não alterar a sua obra.
Gosto de Quintana e do que ele escreveu sobre ele mesmo.
“Nasci em Alegrete, em 30 de julho de 1906. Creio que foi a principal coisa que me aconteceu. E agora pedem-me que fale sobre mim mesmo. Bem! Eu sempre achei que toda confissão não transfigurada pela arte é indecente. Minha vida está nos meus poemas, meus poemas são eu mesmo, nunca escrevi uma vírgula que não fosse uma confissão. Ah! mas o que querem são detalhes, cruezas, fofocas… Aí vai! Estou com 78 anos, mas sem idade. Idades só há duas: ou se está vivo ou morto. Neste último caso é idade demais, pois foi-nos prometida a Eternidade.
Nasci no rigor do inverno, temperatura: 1 grau; e ainda por cima prematuramente, o que me deixava meio complexado, pois achava que não estava pronto. Até que um dia descobri que alguém tão completo como Winston Churchill nascera prematuro - o mesmo tendo acontecido a sir Isaac Newton! Excusez du peu… Prefiro citar a opinião dos outros sobre mim. Dizem que sou modesto. Pelo contrário, sou tão orgulhoso que acho que nunca escrevi algo à minha altura. Porque poesia é insatisfação, um anseio de auto-superação. Um poeta satisfeito não satisfaz. Dizem que sou tímido. Nada disso! sou é caladão, introspectivo. Não sei por que sujeitam os introvertidos a tratamentos. Só por não poderem ser chatos como os outros?
Exatamente por execrar a chatice, a longuidão, é que eu adoro a síntese. Outro elemento da poesia é a busca da forma (não da fôrma), a dosagem das palavras. Talvez concorra para esse meu cuidado o fato de ter sido prático de farmácia durante cinco anos. Note-se que é o mesmo caso de Carlos Drummond de Andrade, de Alberto de Oliveira, de Érico Verissimo - que bem sabem (ou souberam) o que é a luta amorosa com as palavras.”
PRESENÇA
É preciso que a saudade desenhe tuas linhas perfeitas,
teu perfil exato e que, apenas, levemente, o vento
das horas ponha um frêmito em teus cabelos...
É preciso que a tua ausência trescale
sutilmente, no ar, a trevo machucado,
as folhas de alecrim desde há muito guardadas
não se sabe por quem nalgum móvel antigo...
Mas é preciso, também, que seja como abrir uma janela
e respirar-te, azul e luminosa, no ar.
É preciso a saudade para eu sentir
como sinto - em mim - a presença misteriosa da vida...
Mas quando surges és tão outra e múltipla e imprevista
que nunca te pareces com o teu retrato...
E eu tenho de fechar meus olhos para ver-te.
Mario Quintana






