sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

recordações


Poderia ter escrito a tremer de respirares tão longe

Ter escrito com o sangue.

Também poderia ter escrito as visões

Se os olhos divididos em partes não sobrassem

No vazio de ceguez

E luz.

Poderia ter escrito o que sei

Do futuro e de ti

E de ter visto no deserto

O silêncio, o fogo e o dilúvio.

De dormir cheio de sede e poderia

Esvrever

O interior do repouso

E ser faúlha onde a morte vive

E a vida rompe.

E poderia ter escrito o meu nome no teu nome

Porque me alimento da tua boca

E da palavra me sustento em ti.

DANIEL FARIA

4 comentários:

sem-se-ver disse...

lindíssimo.

adoro daniel faria. e, acredite ou não, ontem mesmo olhei para o livro apetecendo-me publicar em post um poema dele...

cs disse...

acredito. acho que n me fico por aqui

:))

elle disse...

bom post, cs, muito bom!

lindíssimo poema. aaaiiiii...

bjocas

margarida disse...

Lindo!
Não conheço Daniel Faria mas adorei o poema, temo portanto gostar muito do escritor!

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