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Fui uma criança feliz. Fui uma adolescente com alguns tormentos e muitas dúvidas, mas feliz, iniciei a idade adulta e o tempo foi-me premiando com momentos muito felizes.
A morte nunca conviveu comigo nem eu com ela. Sempre a mantive longe e nunca a questionei muito.
Surge-me de repente em dose dupla no passado ano de 2004. Uma com aviso de recepção e data programada outra de forma inesperada. A distância de um mês entre elas não me permitiu separá-las na sua dor, no seu luto, no seu peso.
Hoje ao ler este texto do Professor Massano Cardoso, as recordações dos momentos por que passei há 4 anos, a sensação de solidão na maneira que encontrei para acompanhar quem me era tão querido até ao fim foram surgindo numa memória tão cheia.
Lembranças que comigo vão habitando e convivendo, mas que quando as recordo, e são algumas vezes me permite dizer que a morte pode ser suavizada mas nunca suave.
Desta vez Simone, não concordo, nem por comparação.
Boa semana
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